Experiência de condução é mais importante que marca premium, diz estudo Mazda

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Descubra como 81% dos compradores valorizam a experiência de condução, segurança e tecnologia mais que o símbolo da marca, segundo estudo da Mazda.

Para 81% dos compradores de automóveis, o termo "premium" já não está associado ao símbolo da marca. O que realmente importa é a experiência de condução em si, desde o conforto até à tecnologia intuitiva e ao desempenho. Esta é a principal conclusão de um novo estudo da Mazda, que destaca uma mudança clara na forma como os condutores modernos definem o valor de um veículo.

Quase todos os inquiridos — 93% — afirmaram que preferem ter um carro com as características que valorizam a pagar mais por uma marca prestigiada. A praticidade e o espaço (40%), o custo-benefício (36%), e a tecnologia, o prazer de condução e o desempenho (30% cada) foram apontados como os fatores mais importantes. Em contraste, o prestígio da marca tem um papel menor: apenas 19% consideram-no decisivo, e só 7% associam o premium ao estatuto.

Este cenário reflete uma tendência mais ampla do setor. Em avaliações independentes, como o ranking de segurança da Consumer Reports de 2026, a Mazda ficou em primeiro lugar — à frente de marcas tradicionalmente premium como a Volvo, a BMW e a Mercedes. Este ranking, introduzido pela primeira vez ao nível da marca, avalia não só o desempenho em caso de colisão, mas também a travagem, o comportamento em situações de emergência, os sistemas de assistência ao condutor e a usabilidade.

A segurança está a tornar-se cada vez mais um elemento definidor do luxo moderno. No estudo, 75% dos inquiridos identificaram as funcionalidades avançadas de segurança e assistência ao condutor como indicadores essenciais de um veículo de alta qualidade. É importante notar que a eficácia destes sistemas depende não apenas da sua presença, mas também de funcionarem de forma tão integrada que não distraiam o condutor.

As atitudes dos consumidores em relação aos gastos também estão a mudar. Cerca de 76% acreditam que não vale a pena pagar mais por uma marca de luxo tradicional, enquanto 83% afirmam que escolher uma marca generalista com qualidades premium é a decisão mais inteligente. Mesmo com um ganho hipotético de 75.000 dólares, apenas 46% o gastariam num carro de luxo de alta gama.

Paralelamente, os veículos estão a assumir um papel mais pessoal. Para muitos condutores, o carro já não é apenas um meio de transporte, mas um espaço privado — seja um momento de sossego num dia agitado ou um local para relaxar. É de notar que as pessoas tendem a julgar mais o comportamento do que a marca: enviar mensagens ao volante, não usar o cinto de segurança ou manter o veículo desarrumado chama mais atenção do que o símbolo na grelha.

Neste contexto, a abordagem centrada no ser humano da Mazda está alinhada com as expetativas em mudança. A empresa concentra-se em integrar a segurança, a dinâmica de condução e os controlos intuitivos numa experiência coesa. À medida que a definição de premium continua a evoluir, a ênfase está a deslocar-se para a usabilidade, a segurança e o conforto no dia a dia, em vez do estatuto por si só.

Mark Havelin

2026, Abr 10 11:36